Transamerica
As “coisas” andam soltas por Hollywood, e disto ninguém duvida. Agora, qual o benefício que isto pode trazer? Vejo aí espaço para um grande debate.
A moça desempenhou um excelente papel como moço – impecável a atuação de Felicity Huffman. A Desperate Housewife consegue convencer qualquer um de que ela na verdade é ele. E ele no final do filme, mesmo tendo a genitália toda invertida e revirada ainda fica com aquele “jeitão” meio desengonçado e abrutalhado de travecão. Isto já pagaria o filme e tiraria da marginalidade a figura do transexual. Mas tem gente que não sabe a hora parar e carrega a mão no sal! Precisava do filho da trava ser gay!? Pior, gay e prostituto. Até entendo a intenção de tentar mostrar que orientação sexual pode ter um componente genético e, mesmo nunca tendo visto o pai antes, o adolescente problemático muito bem representado pelo jovem ator Kevin Zegers, não sofreu influência nenhuma do meio e nasceu assim, gay mesmo.
Tudo muito compreensível e aceitável para o público em geral. Mas chega a hora onde o pobre coitado do menino, desorientado até o talo e com a cabeça cheia de minhoca, confunde a amizade daquela figura “ele/ela” com amor/sexo. Não precisava. Não precisava e não foi coerente com a postura que o pai tinha adotado até então. A cena do beijo é totalmente desnecessária e só faz com que a platéia careta (nunca vi tantos juntos) se retorça na poltrona.
Carregaram a mão não só no sal, mas na pimenta também.
A moça desempenhou um excelente papel como moço – impecável a atuação de Felicity Huffman. A Desperate Housewife consegue convencer qualquer um de que ela na verdade é ele. E ele no final do filme, mesmo tendo a genitália toda invertida e revirada ainda fica com aquele “jeitão” meio desengonçado e abrutalhado de travecão. Isto já pagaria o filme e tiraria da marginalidade a figura do transexual. Mas tem gente que não sabe a hora parar e carrega a mão no sal! Precisava do filho da trava ser gay!? Pior, gay e prostituto. Até entendo a intenção de tentar mostrar que orientação sexual pode ter um componente genético e, mesmo nunca tendo visto o pai antes, o adolescente problemático muito bem representado pelo jovem ator Kevin Zegers, não sofreu influência nenhuma do meio e nasceu assim, gay mesmo.
Tudo muito compreensível e aceitável para o público em geral. Mas chega a hora onde o pobre coitado do menino, desorientado até o talo e com a cabeça cheia de minhoca, confunde a amizade daquela figura “ele/ela” com amor/sexo. Não precisava. Não precisava e não foi coerente com a postura que o pai tinha adotado até então. A cena do beijo é totalmente desnecessária e só faz com que a platéia careta (nunca vi tantos juntos) se retorça na poltrona.
Carregaram a mão não só no sal, mas na pimenta também.

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