Saturday, January 28, 2006

Olé!

Cor! Muita cor no novo filme onde Pierce Brosnan migra de agente secreto “do bem” para atirador de elite “do mau”. Boa parte do filme acontece na Cidade do México (aqui lê-se: Cores vibrantes), e o diretor (Richard Shepard – pra mim um Zé Ninguém até o momento) brinca com idioma falado – em alguns momentos fala-se Espanhol, ora com legenda, ora sem – o que deixa as falas um pouco mais spicy e Americano adora não entender o que esta vendo, é chic!

Classificado como: comédia/suspense/policial/drama e um pouco mais, este filme tem de tudo um pouco, mas nada surpreendente. Nada até quando resolvi abstrair do que estavam tentando mostrar, para da relação entre a decadência da personagem do ex-agente numero 1 da Inteligência Britânica (e aqui vale outro parênteses: se era o número 1, porque era 007?) e a decadência do ator. Esqueça aquela imagem Jamesbondiana. Comparado ao queridinho da Rainha Mãe, este Pierce que verão é um desastre: bebe igual a um gambá, não faz questão nenhuma de esconder péssima forma física e os pneus recauchutados dão o ar da graça, até mesmo a unha ruim do polegar entra em cena. Aliás ruim não, péssima! Parece casca de mexerica pokam vendida no sinal da Avenida Paraná esquina de Amazonas. Em contrapartida, a atuação está melhor do que nunca, até apaga a imagem de Greg Kinnear (aquele que fez Stuck On You com Matt Damon grudado pela cintura).

Vale a pena conferir e ainda em tempo – apesar de muitos touros, toureiros e touradas não tem nada a ver com O MATADOR do Almodóvar.

Friday, January 27, 2006

The Bold Look of Kohler – Finada

Depois de abençoada, amaldiçoada e outras tantas versões, resolveram matar a véia!

Mais uma vez em Italiano, para enfatizar o conceito “família”, bom design e também o aspecto arquitetônico. Todos se encontram no quarto da moribunda, que está praticamente esperando pela extrema unção em seu leito de morte.

Quase sem forças, a matriarca consola os familiares dizendo que ela fez tudo que podia na vida – e a câmera mostra fotos de sua infância, medalhas, troféus, imagens da velha com golfinhos e saltando de pára-quedas.

Aquela não foi uma vida simples. Ela praticamente fez de tudo um pouco. Definitivamente ela estava pronta para morrer. Neste momento ela se recosta na cama e olha pela janela do quarto. No prédio vizinho ao dela, ela fita uma bela mulher à beira de uma banheira e câmera foca os metais.

Como que em um último suspiro, a velha morre em paz. Agora sim, ela viu de tudo nesta vida.

Sunday, January 22, 2006

The Bold Look of Kohler – Possuída!

Como diz a minha mãe: Tem gente que acende uma vela pra Deus e outra pro capeta. Assim é a série de comerciais do fabricante de louças e metais Kohler. Bem como teve a propaganda super católica “linkando” a água benta com a torneira, tem a versão com a cena de exorcismo.

A dona de casa abre a porta para a dupla de Ghostbusters que supostamente deveriam “limpar” a casa. Ela os acompanha pelos vários cômodos onde manifestações “poltergásticas” fariam Linda Blair torcer o pescoço e se mijar na cama. Com a casa tremendo das fundações ao telhado e móveis voando “pra tudo inquanto é lado” rápida e sabiamente chegam a conclusão que aquela casa não tem conserto e perguntam: A Senhora ainda vê motivos para continuar morando aqui?

É aí que ela abre a porta do banheiro - impecável e imaculado - a câmera fecha close na pia, ela vira para os exorcistas e diz: Comecem a trabalhar AGORA!

Transamerica

As “coisas” andam soltas por Hollywood, e disto ninguém duvida. Agora, qual o benefício que isto pode trazer? Vejo aí espaço para um grande debate.

A moça desempenhou um excelente papel como moço – impecável a atuação de Felicity Huffman. A Desperate Housewife consegue convencer qualquer um de que ela na verdade é ele. E ele no final do filme, mesmo tendo a genitália toda invertida e revirada ainda fica com aquele “jeitão” meio desengonçado e abrutalhado de travecão. Isto já pagaria o filme e tiraria da marginalidade a figura do transexual. Mas tem gente que não sabe a hora parar e carrega a mão no sal! Precisava do filho da trava ser gay!? Pior, gay e prostituto. Até entendo a intenção de tentar mostrar que orientação sexual pode ter um componente genético e, mesmo nunca tendo visto o pai antes, o adolescente problemático muito bem representado pelo jovem ator Kevin Zegers, não sofreu influência nenhuma do meio e nasceu assim, gay mesmo.

Tudo muito compreensível e aceitável para o público em geral. Mas chega a hora onde o pobre coitado do menino, desorientado até o talo e com a cabeça cheia de minhoca, confunde a amizade daquela figura “ele/ela” com amor/sexo. Não precisava. Não precisava e não foi coerente com a postura que o pai tinha adotado até então. A cena do beijo é totalmente desnecessária e só faz com que a platéia careta (nunca vi tantos juntos) se retorça na poltrona.

Carregaram a mão não só no sal, mas na pimenta também.

The Bold Look of Kohler

O Padre chega na pia batismal e percebe que a mesma esta seca. Nenhuma gota de água benta. Chama por Pedro - o coroinha – e solicita ao mesmo que tome providencias quanto ao ocorrido. Pedro sai desatinado em busca da “bendita” água.

As cenas foram rodadas em uma pequena vila na Toscana e todas as falas são em Italiano (que reforça o cunho religioso da cena) com legendas em inglês.

Pedro então chega ao santuário dizendo estar em uma missão especial (buscar a bendita) e se depara com a Madre Superiora no toalete que esta lavando as mãos. A louça e os metais são de uma beleza sem igual. O menino fica extasiado – não sei se com a beleza da Madre Superiora ou com a beleza da torneira – e tudo leva a crer que naquele momento, ele não tem nenhuma dúvida da origem da água benta.

Monday, January 16, 2006

E lá vem o tapetinho mais uma vez...

E muito, muito, mas muiiiiito vestido! Quem se importa por tuxedos!? O povo quer ver mesmo é VESTIDO! Curto ou longo, preto ou rosa, chic ou brega (normalmente é mais brega que chic) não importa, todas param na frente das câmeras pra mostrar o modelito moda-fashion junto com a sandalinha, o colarzinho, a bolsinha...
É muita perua pra pouco tapete.















E a glória de hoje pode ser o pesadelo de amanhã. Pois não interessa, seja a Madonna, Julia Roberts ou Uma Thurman, se cismarem com a criatura, amanhã metem o pau na coitada.

Quem não lembra da Björk no seu vestidinho ganso!? Sucesso daquela época, hoje já questionam quem vestia quem. Era a Björk num ganso ou um Ganso vestido de cantora?

Muita gente para na frente da televisão para admirar ou criticar O VESTIDO! Lembro bem da última cerimônia do Oscar quando nossa adorada Gisele - a Bündchen, apareceu com seu vestidinho-de-ir-para-luau-em-Arraial-d’Ajuda. Ninguém deu atenção pra acompanhante do Leonardo Di Caprio. Ficou pior que papagaio de pirata na foto. Ora, se você pensa em ir a cerimônia mais concorrida do planeta, melhor caprichar no vestido. Caso contrario, já viu né… Vai ter gente fazendo blog pra descer o cacete!

Este ano no tapetinho da Sexagésima Terceira Cerimônia do Globo de Ouro, tem figurinha carimbada, tem arroz de festa e carne fresca. Dona Maria! A feira tá ótima! Tem Charlize Theron, Frances McDormand, Gwyneth Paltrow, Johnny Depp, Judi Dench, Laura Linney, Russell Crowe e Shirley MacLaine.

Mas não é só panela véia que faz comida boa não! Felicity Huffman (a pobre coitada teve de fazer papel de travesti para depois virar mulher no filme Transamerica), Philip Seymor Hoffman (o cara teve de fazer um papel super cor-de-rosa em CAPOTE) e Heath Ledger (a bicha enrustida do ano no aclamado BAREBACK Mountain). É... Definitivamente, Hollywood este ano está bem gay. E são os novatos que estão rebolando e se virando pra agarrar a bolota doirada!

Com vestido ou sem vestido, George Clooney deverá ser o prato principal da noite. O homem “numtá” fácil não, sô! Dirige, atua, produz, escreve e ainda tem tempo pra ser uma das figuras mais fortes no mercado imobiliário de Las Vegas! Veja uma das máximas dele – “Fiz dois filmes e tive de atuar nos dois para que fossem financiados. Da próxima vez vou preferir ficar de fora. É a única parte que não gosto como diretor – a de dirigir eu mesmo”. Chato que é chato é assim mesmo, olha para o espelho e reclama. Este vai chamar a atenção das câmeras só de terninho. Vamos ver no que vai dar...

Sunday, January 08, 2006

Já não falam mais inglês como antigamente...

Lembra das suas aulinhas de inglês?

- Where is the book?
The book is on the table.

- Nice to meet you.
Nice to meet you too.

- Thank you.
You’re welcome!

Pois então; apague tudo! The book is not on the table. Se você quiser saber onde esta o livro – go figure! Se vira! Pense duas vezes antes de responder – Nice to meet you too – O prazer pode não ser tão grande assim e, you’re not welcomed, e a resposta mais comum neste caso é: UmHummm. Isto mesmo: Você diz obrigado e recebe um UmHummm de todo tamanho como trôco. Tenho percebido que isto está cada vez mais freqüente. No começo eu – a very easy going person – retrucava. Imediatamente após o UmHummm perguntava para a pessoa o que aquilo significava. Perguntava sim, afinal a pessoa poderia estar com dor de garganta ou pigarro. Os mais decentes, ruborizavam e prontamente soltavam um tímido – you’re welcome. Mas a maioria nem se da conta de que o famigerado UmHummm nem faz parte da seleção de respostas apropriadas para tal situação. Cansei, não retruco mais. Mas não vou ceder ao UmHummm. Jamais!!!

Para aqueles que pretendem voltar aqui na terrinha, melhor rever os dotes lingüísticos e, para os marinheiros de primeira viagem aconselho que re-aprendam o que acham que sabem.

Breakfast On Pluto – Especialmente para o Marquinhos.

Um clássico!

Para aqueles que viram, gostaram e ficaram com gostinho de quero mais; Breakfast On Pluto tem caimento perfeito para os amantes do trabalho de Neil Jordan e para ser mais específico – The Crying Game.

Patrick é uma criança à frente de seu tempo que vive em uma pequena cidade na Irlanda - pequena demais para conter o vulcão criativo do travesti convicto que é. Pega sua malinha e se manda para Londres onde a história se desenrola. E o desenrolar é fantástico! O personagem confronta e enfrenta a realidade dos anos 60/70 com muita fantasia. Violência, política, realidade e sonhos costuram a vida do travesti Kitten quase que de forma poética.

Mas claro que eu não posso ser só elogios: Chega uma hora que as legendinhas começam a encher o saco, mas tenho certeza que o B vai gostar. Vejam e amem!